Trata-se do recurso a animais em programas de apoio, que auxiliam a
recuperação fisica ou psicológica de crianças e adultos. Os seus
principais objectos são:
- Idosos em lares
- Pessoas fragilizadas fisicamente ou hospitalizadas.
- Crianças e adultos com problemas de aprendizagem ou com deficiência
mental
- Crianças e adultos fragilizados psicológicamente
- Crianças provenientes de familias em risco e adultos com problemas
sociais e de adaptação.
O que é um animal de terapia.
Trata-se de um animal que pelas suas caracteristicas comportamentais e/ou
morfológicas, aliado a um treino específico permite a recuperação de
traumas ou auxilia na aprendizagem. Actua geralmente com a supervisão do
dono ou treinador preparado para a sua função.
Nem todos os animais podem ser animais de terapia.
Um animal de terapia deve ser calmo e inspirar confiança em quem o irá
manejar, deverá sustentar o olhar das pessoas, gostar de que lhe façam festas,
o abracem e toquem, mantendo-se calmo perante movimentos bruscos e barulho alto.
Um animal que rosne, fuja, demonstre impaciência ou seja nervoso
não servirá para trabalhar. Se não interage, não poderá
auxiliar ninguém.
Exemplos de animais de terapia.
1-Cavalos e Burros
A Hipoterapia e asinoterapia são muito importantes no acompanhamento
de crianças com paralisia cerebral, autismo, hiperactividade e síndrome de
Down, tanto em termos fisicos, como em termos de ligação emocional.
Não só o montar o animal ou interagir com o mesmo, como, consoante o
caso, tratá-lo , em termos de o alimentar e escovar, é benéfico para a
coordenação motora e para o amor próprio. São exemplos já
seguidos no nosso país com excelentes resultados. Em países como os Estados
Unidos e Inglaterra a terapia com golfinhos é igualmente utilizada com muito
sucesso como coadjuvante da hidroterapia.
2-Cães e Gatos
Os cães são muito usados em terapia, inclusivamente raças
injustamente vistas como más, como o rottweiler, que pela sua autoconfiança e
autodominio é um excelente animal de apoio e usado pelas equipas de terapeutas.
Desde os casos referidos anteriormente, passando pelas enfermarias de
hospitais até aos lares de idosos, as suas visitas permitem um aumento da
auto-estima e do bem estar. Crianças com problemas tornam-se mais abertas e
comunicativas .
Colocando um parêntesis, o estabelecimento prisional de Monsanto possui
inclusivé um canil onde as pessoas podem deixar os seus animais de férias,
sendo o seu tratamento da responsabilidade dos reclusos como parte do programa
de recuperação, na interacção com os outros presos e com os
guardas prisionais..
O simples facto de acariciar um cão ou gato é calmante e parte da
recuperação passa pelo bem estar psicológico. Um cão ou um gato
numa enfermaria pediátrica humaniza o ambiente ainda mais que a simpatia das
enfermeiras.
Um cão, um gato ou uma ave, são por vezes o único suporte dos
idosos sem familia e a sua razão última de viver, diminuindo a sua carga
de ansiedade e evitando depressões.
Nas escolas, existir um animal ao cargo de uma turma (sempre, note-se sob a
supervisão de um professor) aumenta a auto-estima e o sentimento de
pertença ao grupo das crianças, bem como de responsabilização perante
a sociedade.
Podemos assim ver que embora os animais não sejam já os parceiros
principais ao lado do homem em termos de protegê-lo dos animais selvagens,
guardando rebanhos, ou servindo de meio de transporte, continuam assim mesmo, a
ser essenciais, ajudando-nos a viver melhor e a superar as situações que
advêm do nosso dia a dia ou do cada vez mais complexo modo de vida urbano