
O alerta parte da professora Maria Rosa Paiva, da Faculdade de Ciências
e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que em declarações
avisa para a necessidade da tomada de
medidas de contenção desta praga.
Segundo a investigadora, que participou num estudo europeu sobre o
controlo desta larva, conhecida como "lagarta processionária do
pinheiro", a nova população distingue-se da já conhecida
por se desenvolver durante o Verão, e não no Inverno, como
aquela. Assim , o periodo de risco que em Maio desaparecia,
prolonga-se pelo verão inteiro.é uma espécie com grande impacto
negativo em animais, levando a intoxicações em pessoas e
animais, bem como á destruição dos próprios
pinheiros, de que é uma praga considerada das mais destrutivas para os
ditos.
Esta praga, além do pinheiro bravo, ataca igualmente outros pinheiros:
o silvestre, o laríceo, o manso, o insígne, e o pinheiro de alepo,
assim como Cedrus Atlântica, Cedrus Deodara e Cedrus do Libano, como
foi comprovado em matas nacionais.Esta lagarta encontra-se disseminada
por todo o País, não sendo raro observarem-se os seus estragos
em qualquer região de pinhal. Até nas grandes altitudes, o que
para certas pragas e doenças constitui uma barreira, iremos encontrar a
"processionária" a viver normalmente .
Foi detectada em 1997 numa pequena mancha do Pinhal de Leiria e,
embora a sua investigação esteja ainda limitada sabe-se que
as duas populações não se cruzam,
porque o seu período de reprodução ocorre em diferentes épocas
do ano.
A
nova população de larvas alastrou
para sul, pelo litoral, ultrapassando já a Nazaré, e ultimamente para
norte, sendo previsível que se expanda pelo resto país junto à
orla costeira