| Se bem que bento XVI não tenha nem
cães nem gatos no Vaticano esperamos que ele tenha o mesmo
amor aos animais como o seu antecessor João Paulo II que
sempre demonstrou uma grande devoção por S. Francisco de Assis.
Foi este último aliás que proclamou S. Francisco de Assis como patrono
dos ecologistas em 1979, isto apesar de no dia 4 de Outubro,data de
nascimento do santo, também conhecida como dia dos
Médicos-Veterinários, sacerdotes de todo o mundo procedam à
benção dos animais.
No entanto muito poucos papas tiveram animais, além
de cães em alturas em que a caça era um passatempo dos senhores
do Vaticano. De todos os animais, o gato é sem dúvida o menos popular
na cidade eterna.
Em 1233, Gregório IX através de bula papal
excomunga todos os proprietários de gatos pretos, encorajando mesmo o
sacrificio destes animais, excluindo somente os que tivessem uma mancha
branca, chamada "marca do anjo" ou "dedo de Deus".
Paradoxalmente o mesmo Gregório IX canonizou em 1228 Francisco de Assis
que se tornará o patrono dos animais. Duzentos anos mais tarde a
perseuição aos gatos recomeça através do papa Inocêncio,
oitavo desse nome quem em 1484 encoraja o sacrificio dos gatos em festas
populares .
È necessário chegarmos ao século dezanove
para que a Igreja encorage a protecção dos animais. Talvez essa
mudança se deva em parte a um pequeno gato castanho acinzentado nascido
no Vaticano cerca de 1825: O papa Leão XII (1760-1825),
conhecido pela sua bondade afecciona-se por esse gato, existindo registo
de audiências do Santo Padre na companhia do seu gato envolvido no
seu manto. Chamava-se ele Micetto, o equivalente a
"bichaninho". Leão XII lega-o a Chateaubriand, mas
somente após a sua morte. Sendo que até ao fim da vida de
Micetto, todas as visitas do escritor e politico não se furtavam
a acariciar a cabeça do gato sobre a qual a mão de
um papa repousara.
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